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Uma das coisas mais interessantes que o seriado usa a seu favor, que o difere dos antecessores, é como ele tenta abordar a questão morte/pós-morte. Praticamente todas as personagens experimentam isso, no decorrer da série, de alguma forma. Ou ficam próximas da morte, ou passam por alguma experiência extrassensorial que remete a isso. É intrigante porque são questionamentos que o roteiro consegue fazer que vão bem além da ciência, mas não exatamente falam sobre fé, tendo uma abordagem mais existencialista. Combina muito bem com a temática do seriado, afinal essas personagens vivem numa eterna incerteza sobre o próprio destino.
Este episódio traz um enredo bem interessante, abraçando uma melancolia inédita para os padrões da série - obviamente, tinha que ter o dedo do Bryan Fuller no meio. Depois de voltar a vida, Neelix se vê perdido não sabendo o que fazer uma vez que o que espera no final é o nada. Muito boa a forma que conectam a história dele, envolvendo ele perder todos ao redor, com essa esperança que ele nutria de poder encontrá-los em algum pós-vida. É intrigante ver como isso pode ser algo motivador para a vida de várias pessoas que, assim como Neelix, perderam entes queridos. Acaba sendo uma jornada cujo objetivo é chegar na linha de chegada e não aproveitar o trajeto. Situação complexa que o episódio consegue trabalhar bem.
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