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Adoro como IASIP se fantasia no seu já conhecido modo de se fazer parecer estúpido, quando na verdade gosta de debater assuntos sérios e interessantes, só que de um modo mundano. Esse me lembrou o episódio do sonho da tartaruga, onde tudo no fim parece ser apenas uma viagem divertida e zuada, mas que na verdade é um episódio bastante interessante sobre epistemologia e o que é real e não é real.
Só que desta vez o tema é a subjetividade artística e como a estética é algo que varia tanto do artista, para ela mesma, quanto pro espectador. Debate constante filosófico sobre se o real belo está no objeto, ou está em quem vê o objeto ou se é um casamento de ambos ou se nem mesmo existe o Belo. Tudo está linkado aqui, mas claro, de maneira mundana, casual, estupidamente disfarçado. Se mencionar a outra parte rica do episódio que coloca na mesa a questão sobre quem faz arte, quem a julga e o que torna determinado objeto importante ou não, a valoração da arte na sociedade mimada e vazia.
Muita gente pode achar que estou viajando, mas quem observar as outras temporadas vai perceber um padrão de ao menos um episódio por temporada (geralmente bem mais) onde debates sérios e interessantes serão colocados, pensados, debatidos e claro, esquecidos, de uma forma divertida, porém, rica. Vida o episódio epistemológico ou até mesmo o clássico sobre o que é crença e ateísmo.
ps: Um dos momentos mais divertidos de toda a série pra mim foi ver o Frank fantasiado de Andy Wharol e se fazendo de pedante da forma mais caricata possível. Não consegui parar de rir.
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